post_epicondilite2

Epicondilite lateral: o que é?

Também conhecida como “cotovelo de tenista”, a epicondilite lateral é uma lesão que atinge atletas e não atletas e que não se concentra exatamente no cotovelo. Na verdade, a origem dessa lesão está nos movimentos repetitivos realizados pelos punhos e dedos que, há longo prazo, pode ocasionar uma série de problemas, dentre eles, a dor no cotovelo.

Segundo dados divulgados pela Revista Brasileira de Ortopedia, esse problema afeta de 1% a 3% da população adulta todos os anos. Embora o número seja pequeno, é importante ficar atento, pois a epicondilite lateral pode se manifestar tanto em homens como em mulheres que utilizam os músculos extensores dos punhos e das mãos em excesso, como carpinteiros, manicures, pessoas que fazem tricô e, claro, jogadores de tênis.

O grande causador da epicondilite lateral é o epicôndilo lateral, uma saliência óssea que fica localizada na região lateral dos cotovelos e que conecta uma série de músculos e tendões – razão que explica a ligação dessa lesão com os punhos e os dedos.

O que acontece na prática é que, para manter o punho estendido, os tendões dessa região precisam se contrair. Essa posição, no entanto, pode gerar uma tensão e, consequentemente, uma inflamação, que recebe o nome de epicondilite lateral.

Sendo assim, podemos dizer que esse problema nada mais é do que uma tendinite que afeta o epicôndilo lateral e que, normalmente, se manifesta em períodos em que os tendões dessa região sofrem uma sobrecarga maior.

Como prevenir a epicondilite lateral

Alguns hábitos do dia a dia podem ajudar a evitar a lesão dos epicôndilos laterais. Para quem trabalha utilizando o computador, por exemplo, uma boa alternativa é ficar atento à postura e ergonomia. O indicado é que o antebraço fique apoiado por completo sobre a mesa. Além disso, utilizar mousepad e apoio para o pulso também pode fazer a diferença.

Outra dica importante para a prevenção da epicondilite lateral é interromper as atividades repetitivas dos punhos e dedos para descansar a musculatura e fazer exercícios de alongamento.

Para quem pratica alguns tipos de modalidades esportivas, como golfe e tênis, é recomendado utilizar equipamentos de boa qualidade e estar sempre atento à técnica dos movimentos. Fortalecer a musculatura das áreas que serão mais trabalhadas durante a prática do esporte também pode ser uma forma de evitar a sobrecarga dos músculos e tendões e, consequentemente, o aparecimento da lesão.

Sintomas da epicondilite lateral

Embora a origem da epicondilite lateral esteja nos punhos e dedos, o cotovelo costuma ser uma das regiões mais prejudicadas por essa lesão, isso porque, pessoas que sofrem com esse problema costumam sentir dor ou muita sensibilidade nessa articulação.

O início desse incômodo pode ser repentino ou gradual, ou seja, ele pode se tornar ainda mais intenso com o passar do tempo. Em alguns casos, o paciente pode sentir dificuldades de realizar algumas atividades simples do dia a dia, como escovar os dentes, abrir uma porta ou segurar uma xícara de café.

No entanto, não é apenas o cotovelo que a lesão do epicôndilo lateral afeta. Outro sintoma que costuma ser bastante comum é a sensação de fraqueza nos punhos e dedos. Além disso, executar alguns movimentos, como girar e esticar o pulso também pode causar incômodos e dor.

Como é feito o diagnóstico da epicondilite lateral

Apalpar e movimentar a região lesionada já costuma ser suficiente para detectar a epicondilite lateral. Por isso, normalmente, um especialista não precisa de muito mais do que um exame clínico para diagnosticar o problema.

Entender a rotina de trabalho e as atividades de lazer realizadas pelo paciente também ajuda o médico a identificar com mais facilidade a lesão do epicôndilo lateral. Porém, se ficar alguma dúvida, podem ser solicitados ainda alguns exames de imagem para um diagnóstico mais preciso.

Tratamentos não cirúrgicos

Existem diversas alternativas recomendadas para o tratamento da epicondilite lateral. Para saber qual é a mais indicada para cada caso, é necessário passar por uma avaliação médica.

De forma geral, a grande maioria dos pacientes apresenta uma recuperação total em algumas semanas ou meses, sem precisar passar um por um procedimento cirúrgico. Nesses casos, em que a inflamação ainda está em um estágio inicial e que o tratamento é voltado para a diminuição da dor, é muito recomendado repousar a área lesionada.  

Além disso, também é comum que o especialista recomende algumas mudanças de hábitos. Isso porque, se a atividade que originou a lesão for evitada, as chances de o paciente apresentar uma recuperação mais ágil se tornam maiores.

Caso o problema responsável pela lesão seja a prática de um esporte, por exemplo, o atleta pode ser orientado a pausar as atividades até que a epicondilite lateral apresente melhoras. Enquanto isso, outros tipos de tratamentos também podem ser indicados, como compressas de gelo e o uso de anti-inflamatórios e analgésicos.

Quando identificada ainda no início, a inflamação também pode ser tratada com a infiltração de corticoides, terapia por ondas de choque ou fisioterapia. Pacientes nesse estágio da doença podem ser orientados, ainda, a praticarem alguns tipos de exercícios para o fortalecimento e alongamento muscular.

Tratamento cirúrgico

Embora os tratamentos citados acima apresentem ótimos resultados para a recuperação da epicondilite lateral, eles podem não ser suficientes para todos os tipos de casos. Para pacientes com um quadro mais avançado da inflamação, por exemplo, pode ser recomendado realizar um procedimento cirúrgico na região lesionada.

A cirurgia pode ser aberta ou por vídeo e consiste em retirar e reconstruir o tendão lesionado para que, dentro de alguns meses, o paciente volte a ter uma vida normal e livre de dor. Para isso, é preciso seguir todas as orientações médicas relacionadas ao pós-operatório, que inclui sessões de fisioterapia e imobilização do braço.

O que deseja encontrar?

Compartilhe

Share on facebook
Share on linkedin
Share on google
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp